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PEC denuncia assassinato de 250 jornalistas palestinianos pelo exército israelita

PEC denuncia assassinato de 250 jornalistas palestinianos pelo exército israelita

A Press Emblem Campaign (PEC) afirma que não houve processos judiciais para responsabilizar os autores das mortes desde que arrancou o conflito em Gaza, em outubro de 2023.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Só este ano, a organização não-governamental avança que pelo menos oito jornalistas foram assassinados no enclave palestiniano. Foto: www.meaa.org

Pelo menos 250 jornalistas palestinianos foram mortos pelo Exército israelita na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023, sem que tenha sido instaurado qualquer processo judicial para responsabilizar os autores.

A denúncia foi feita esta segunda-feira pela organização não-governamental Press Emblem Campaign (PEC).

Em comunicado divulgada por ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, que se assinala a esta terça-feira, a PEC coloca em evidência a falta de responsabilização pelos ataques contra profissionais da comunicação social no território palestiniano.

Segundo a Press Emblem Campaign, as Forças Armadas israelitas não apresentaram provas credíveis de que os jornalistas palestinianos mortos estivessem ligados ao movimento islamita Hamas ou envolvidos nos combates.

"A impunidade é total, apesar de Israel ter reconhecido, em alguns casos, que cometeu um erro ao atacar jornalistas e trabalhadores humanitários que estavam claramente identificados como tal", afirmou a organização, num comunicado.

A ONG, que acompanha os ataques contra profissionais da comunicação social em todo o mundo, alertou também para a continuidade das mortes de jornalistas na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor há mais de um ano.

Entretanto, desde o início deste ano, pelo menos oito jornalistas foram mortos no enclave palestiniano, indicou a PEC, sem apresentar, no comunicado, detalhes sobre as circunstâncias desses casos.

Bloqueio à imprensa estrangeiraA organização condenou ainda a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023, considerando que se trata de uma situação "sem precedentes no mundo".
"Este bloqueio informativo do território deve terminar, para que seja possível recolher testemunhos independentes sobre a situação da população palestiniana", defendeu a PEC, presidida por Blaise Lempen.

A organização lamenta ainda que a impossibilidade de acesso de jornalistas internacionais ao território limita a recolha independente de informação e de testemunhos sobre a situação vivida pela população palestiniana.

Com sede em Genebra e estatuto consultivo especial junto das Nações Unidas, a Press Emblem Campaign dedica-se à proteção legal e à segurança dos jornalistas em zonas de conflito, durante tumultos civis ou em missões consideradas perigosas.

A organização defende a criação de uma nova convenção internacional e de um emblema protetor específico para os profissionais da comunicação social, semelhante ao utilizado pela Cruz Vermelha, com o objetivo de reforçar a sua proteção em cenários de guerra.
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